Pâmella Nogueira
Pode chamar de Pam
(Mas só se eu gostar de você)
E pode me chamar de Nogueira
(Mas só se você for Leon)
Brusquense de São Caetano
(ou paulista de SC, tanto faz)
20 de Julho de 1987
Estudante de Direito
Ex-estudante de Jornalismo
Tenho uma irmã
Paolla - 15 anos
E tenho bronquite
E astigmatismo
Talvez eu tenha miopia...
Dizem que eu sou manhosa
Mas eu não sou
Um pouco dramática de vez em quando
Sou ciumenta com tudo e todos
Mas sei me controlar (às vezes)
Canceriana sensível e carente
(isso é um pleonasmo?)
Gosto de falar
Falar, falar e falar
Mas gosto de ser ouvida também
E gosto de pirulito
E chocolate, chiclete...
Vivo uma briga constante com a balança
Gosto de ler e de escrever
Mas infelizmente não posso viver disso
Às vezes me irrito por pouco
Outras tenho paciência de monge.
Adoro ouvir música
E cantar...
Adoro rir, gargalhar...
E adoro meu sorriso
Mas choro muito fácil
(Fico linda quando choro)
Amo fácil demais também
Demoro pra esquecer
Mas quando esqueço...
Morreu mesmo!
...CHEGA, néam?!
Buzznet
Orkut
Fotolog

A casa
A Teoria Pedestáltica
Aquarela
Carol Saboya
Chega de Saudade
Chico Buarque
Ciranda da Bailarina
Comptine d'un autre été L'après
Comptine d'un autre été L'après
Dancem, macacos, dancem
Jus Navigandi
L'amitié
Livraria Cultura
Los Hermanos
Observatório da Imprensa
Para uma menina com uma flor
Radicci
Samba para Vinícius
Toquinho
Tous les garçons et les filles
Vinícius de Moraes

Abandone os velhos vícios
Ah, o amor...
Coleção Outono/Inverno
Cristal
Dá no mesmo pra mim
Espere a primavera, Ladybug
Essa estranha hospedaria
Inside my fucking navel
Menina má
Mundo Estranho
Nothing is real
Ordinariedades
Sobretudo
The Chocolate Factory
Tudo aquilo que nos leva a coisa nenhuma
Umbigo
Un coup de dés




Quarta-feira, Junho 20, 2007

"Mas dirás assim, por exemplo, como você sabe, a gente, as pessoas infelizmente têm, temos, essa coisa, as emoções, mas te deténs, infelizmente? o outro talvez perguntaria por que infelizmente? então dirás rápido, para não te desviares demasiado do que estabeleceste, qualquer coisa como seria tão bom se pudéssemos nos relacionar sem que nenhum dos dois esperasse absolutamente nada, mas infelizmente, insistirás, infelizmente nós, a gente, as pessoas, têm, temos - emoções"
[CFA]


Por PAMELLA NOGUEIRA | 19:26 | Comments:

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Sexta-feira, Junho 15, 2007

É incrível como algumas pessoas sempre nos escapam! Não é que elas fujam - tá, algumas fogem, é verdade, mas as que escapam, não - elas simplesmente es-ca-pam. pam.

Por PAMELLA NOGUEIRA | 15:40 | Comments:

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Terça-feira, Maio 29, 2007

"you say why and I say I don't know"

Culpa é a pior coisa que alguém pode sentir, o coração dói, a cabeça pesa e o cérebro parece que vai sendo triturado. E incomoda. Talvez isso tudo seja a tentativa natural de causar um grande arrependimento, saca? E dá certo, ou não. Ou não. E, sabe como é, às vezes as coisas são inevitáveis - ou são daquele tipo que, se você agir, peca com outros, e se se abstiver, peca com você - então as mãos ficam amarradas e é até injusto sentir culpa depois. Mas a gente sente. O negócio é não se preocupar demais "pra que sofrer se nada é pra sempre?" e cuidar do coração, deixar a cabeça no lugar e preservar o azul das nossas asas. Difícil.


Por PAMELLA NOGUEIRA | 16:44 | Comments:

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Terça-feira, Março 27, 2007

Tá certo que ela não tinha mais idade pra ganhar presente de dia das crianças, né?, mas não era bem dia das crianças, nem era outubro ainda, e ela não ligava mais pra esse tipo de coisa, afinal, mesmo que fosse dia 12 de outubro, ela poderia ganhar um presente sem ser presente de dia das crianças, entende? Então ela deixou a vergonha de lado e pegou o pacote nas mãos da tia. Um pacote lindo, todo colorido, em tons de roxo, lilás, e branco, com um laço cor-de-rosa, bem feminino, dava pra sentir que era um livro. Sorriu, - é um livro, tia? A tia fez que sim com a cabeça. A guria adorava ganhar livros, abriu depressa o pacote, passou várias vezes a mãozinha na capa, como quem quisesse sentir devagarzinho a essência do livro com as pontas dos dedos e absorver todo o conteúdo com a palma da mão. A capa era simples, meio bege, meio creme, e o nome do autor estava bem no meio, escrito mais escuro e com textura diferente. Novidade pra ela, não conhecia o autor. - Tia, o livro não tem nome? Não conheço esse autor... E a tia explicou que o nome do livro era o nome do autor e que ela não conhecia porque pouquíssimas pessoas tinham esse livro, só três ou quatro no mundo inteiro. O rostinho da menina se iluminou num sorriso bem sincero e pueril. Deu um beijo na tia, agradeceu e se trancou no quarto.
O livro não era pra criança, nem pra adulto, era pra pessoas especiais como ela. Não era novo, dava pra perceber umas marquinhas, mas também não era muito velho, era do tempo certo. Não era grande, nem pequeno, era do tamanho exato e com quantos assuntos ela quisesse. Camila era curiosa, tudo pra ela era novidade, queria saber e não tinha vergonha de perguntar, e o livro contava, dava mil exemplos, fazia piadinhas e desenhos coloridos, tudo com muito zelo, pra que a menina entendesse, sempre preservando a rara capacidade que ela ainda tinha de se espantar com as coisas. A guria só saía do quarto para ir ao colégio, estava completamente encantada pelo livro, a cada palavra um espanto bom. O interesse da menina era grande e a paciência (e prazer) do livro era enorme, então demorou um ano e meio pra ler tudo. Quando acabou, ela se sentiu muito sozinha, infinitamente triste e sem saber se tinha mesmo aproveitado tudo que o livro podia oferecer, pensou em ler de novo, mas não era mais a mesma coisa - a tia esquecera de avisar que é um livro pra ler uma vez só. Depois de um tempo, Camila começou a refletir sobre as coisas que aprendera e concluiu que tinha que guardar todas as histórias, exemplos, desenhos e piadinhas do livro no coração e doá-lo pra Biblioteca Municipal, assim outras pessoas teriam oportunidade de lê-lo e ela teria mais espaço na estante para um novo livro.


Por PAMELLA NOGUEIRA | 14:57 | Comments:

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Segunda-feira, Março 26, 2007

aula de direito civil - contratos
- Pessoal, alguém sabe o que são cláusulas leoninas?
(silêncio...)
- São cláusulas nascidas em agosto?
¬¬


Por PAMELLA NOGUEIRA | 09:29 | Comments:

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Quarta-feira, Março 21, 2007

nineteen
às vezes me dá uma enorme vontade de juntar muito dinheiro e fugir pra bem longe sem avisar ninguém.
e não existe motivo específico, sabe?
acho que é porque eu ainda tenho "teen" no final...


Por PAMELLA NOGUEIRA | 15:27 | Comments:

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Sábado, Fevereiro 03, 2007

[Inverno de 2034, Manuela, 14 anos, criatura de 1,45 de altura, cabelos castanhos, longos e lisos, chega correndo em casa...]

Manu: mãe, mãe, beijei um menino!
Eu: é, meu amor, conta pra mamãe... quem?
Manu: o Gustavo.
Eu: O Guga, filho do Meneghello?
Manu: É, mãe, o Guguinha!
Eu: Ai, que lindo, filha, vocês cresceram juntos! Como foi?
Manu: A gente tava no Chico Mendes, e ele tava me empurrando naquele balanço colorido. Daí eu disse que estava com frio e ele me abraçou... Ficamos abraçados um tempo e então ele me beijou.
Eu: Ai, que graça, Manuela! E você gostou?
Manu: Gostei, ele é lindo! :$
Eu: Ah, e por falar em Meneghello, eles vão jantar aqui em casa hoje-ê! Coincidência, não?
...
hahahahahahaha


Por PAMELLA NOGUEIRA | 01:19 | Comments:

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Quinta-feira, Janeiro 25, 2007

tá, agora ficou pessoal:

Taty Tour: Oi, Pâmella, você pode me ajudar?
Pâmella Operadora: Claro, pode falar!
TT: Minha passageira quer um tour de Itália e Inglaterra, mas sem passar em Paris.
PO: Hmmm, não tem. Eu vou montar, me manda um e-mail com todos os dados: data, nomes, categoria de hotel, etc.
TT: Vou mandar, vamos ver se a JVS consegue me ajudar, porque, olha, amiga, tá difícil, ninguém conseguiu.
PO: Pode deixar!
TT: Você é muito mais experiente que eu, acho que vai conseguir alguma coisa legal!
PO: hehehe. Quantos anos você tem?
TT: 23. Mas nem é isso, eu tenho uma filhinha de 1 ano e 7 meses já e tudo, é que só faz 1 ano que eu trabalho aqui... E pra falar a verdade, essa é a minha primeira venda internacional.
PO: Que massa! Eu vou te ajudar e a gente vai fechar isso, você vai ver! Vem cá, mas quantos anos você acha que eu tenho? (sim, porque eu achei que ela achasse eu eu tivesse uns 40 anos)
TT: Hmmm, pelas tuas fotos no msn, uns 19. E pelas tuas frases, uns 16.
(silêncio)
TT: E aí, quantos?
PO: 19.
TT: Acertei em cima!


Por PAMELLA NOGUEIRA | 17:59 | Comments:

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Segunda-feira, Janeiro 22, 2007

A MALDIÇÃO DAS SETE COISAS

*SETE COISAS QUE EU TENHO QUE FAZER ANTES DE MORRER:

1º- Ter filhos;
2º- Morar 6 meses em Londres, 6 meses em Madri, 6 meses em Paris;
3º- Falar espanhol (L); francês; italiano; alemão;
4º- Conhecer Brusque;
5º- Faculdade de Letras;
6º- Conhecer o máximo de lugares do mundo possíveis;
7º- Realizar-me profissionalmente.

*SETE COISAS QUE MAIS DIGO:
1º- "Enfim";
2º- "Anyway";
3º- "pode deixar";
4º- "mentira, né?"
5º- "que massa"
6º- "que saco"
7º- "ô Mááá"

*SETE COISAS QUE FAÇO BEM:
1º- Ouvir;
2º- Manha (eu não faço muito, mas sabe como é, é sempre bom saber fazer, né? hehehehe)
3º- Inventar explicações bizarras com a minha irmã;
4º- estrelinhas coloridas;
5º- explicar a diferença entre mãe e genitora;
6º- tratar bem as pessoas
7º- morder :$

*SETE COISAS QUE NÃO FAÇO:
1º- Jogar lixo no chão;
2º- Gritar com os meus pais;
3º- Ir pra São Paulo de carro sozinha; (infelizmente)
4º- Balada de música eletrônica até de manhã;
5º- ser representante de sala de novo; (NUNCA MAIS)
6º- sair com o Boça de novo; (hahahahaha)
7º- Me culpar pelo inevitável. (trying to quit, hehehe)

*SETE COISAS QUE ME ENCANTAM:
1º- Crianças;
2º- Sorrisos;
3º- Cachorros;
4º- Bons filmes, bons livros, boas músicas;
5º- Bons professores/minha faculdade;
6º- Pessoas de bom coração;
7º- Viajar, viajar, viajar!

*SETE COISAS QUE EU ODEIO:
1º- Arrogância;
2º- Falta de educação;
3º- Insensibilidade;
4º- Prepotência;
5º- Cotações Malucas;
6º- Ser maltratada;
7º- me interpretarem mal.

*SETE PREMIADOS
essa parte vai ficar em branco ;)


Por PAMELLA NOGUEIRA | 23:53 | Comments:

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Segunda-feira, Janeiro 15, 2007

Eu era uma criança barriguda, mas absurdamente fofa, isso é fato! Daí hoje, domingão, almoço em família, e minha prima mais velha manda:

PV: Eu nunca vou esquecer... Um dia a gente tava num restaurante, eu acho, nem lembro direito, e passou uma mulher grávida. Daí a Pam* ficou encarando a barriga da mulher, depois olhou pra baixo e perguntou "papai, eu também tenho um neném na barriga?". hahahahaha. E o tio "você é muito nova pra isso".

AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

*óbvio que eu não ia colocar meu super apelido aqui, né? hahahaha


Por PAMELLA NOGUEIRA | 00:11 | Comments:

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Quinta-feira, Dezembro 28, 2006

"- Você é de virgem?
- Sou. E você, de Capricórnio?
- Sou. Eu Sabia.
- Eu sabia também.
- Combinamos: terra.
- Sim. Combinamos

(Silêncio)

- Amanhã vou embora pra Paris.
- Amanhã vou embora pra Natal.
- Eu te mando um cartão de lá.
- Eu te mando um cartão de lá.
- No meu cartão vai ter uma pedra suspensa sobre o mar.
- No meu não vai ter pedra, só mar. E uma palmeira debruçada.

(Silêncio)

- Vou tomar chá de ayahuasca e ver você egípcia. Para ao meu lado, olhando de perfil.
- Vou tomar chá de datura e ver você tuaregue. Perdido no deserto, ofuscado pelo sol.
- Vamos nos ver?
- No teu chá. No meu chá.

(Silêncio)

- Quando a noite chegar cedo e a neve cobrir as ruas, ficarei o dia inteiro na cama pensando em dormir com você.
- Quando estiver muito quente, me dará uma moleza de balançar devagarinho na rede pensando em dormir com você.
- Vou te escrever carta e não mandar.
- Vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.
- Vou ver Júpiter e me lembrar de você.
- Vou ver Saturno e me lembrar de você.
- Daqui a vinte anos voltarão a se encontrar.
- O tempo não existe.
- O tempo existe, sim, e devora.
- Vou procurar teu cheiro no corpo de outra mulher. Sem encontrar, porque terei esquecido. Alfazema?
- Alecrim. Quando eu olhar a noite enorme do Equador, pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida.
- E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.

(Silêncio)

- Mas não seria natural.
- Natural é as pessoas se encontrarem e se perderem.
- Natural é encontrar. Natural é perder.
- Linhas paralelas se encontram no infinito.
- O infinito não acaba. O infinito é nunca.
- Ou sempre.

(Silêncio)

- Tudo isso é muito abstrato. Está tocando Kiss, kiss, kiss. Por que você não me convida para dormirmos juntos.
- Você quer dormir comigo?
- Não.
- Porque não é preciso?
- Porque não é preciso.

(Silêncio)

- Me beija.
- Te beijo."

[CFA]


Por PAMELLA NOGUEIRA | 00:29 | Comments:

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Quinta-feira, Dezembro 14, 2006

Não é doce nem salgado, tem o gosto de "bom", o gosto certo.
Tem gosto de antigo, de sotaque diferente que lembra o mar, de "r" puxado e "s" vestido de "x". Tem gosto de jazz gostosinho pra dançar, abraço apertado, beijo interminável, cabeça no ombro. Tem gosto de intimidade, de segredo, de certeza, de saudades, de avião, aeroporto, Rio de Janeiro e São Paulo. Tem gosto de chega de saudade, de lost in translation, de mensagem pra você, e um brilho eterno, tem gosto de um gostar entre o roteirista e a personagem. Tem gosto de humor, rir da piada do urublue de madrugada, imaginar um dialeto indiano raro, inventar uma história. Tem gosto de parque, cinema, shopping e estacionamento - ou não.
Tem gosto de sensatez temperada com frio na barriga.


Por PAMELLA NOGUEIRA | 23:16 | Comments:

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Segunda-feira, Dezembro 04, 2006

Ao Dr. Z.

O senhor devia se envergonhar de toda essa palhaçada, doutor! Sabe o que eu gostaria de fazer? Eu gostaria de ir pessoalmente falar com o juiz. Não para pedir nada, nem para dar uma de advogada, porque eu não sou nada ainda, mas para perguntar o que é justiça pra ele, qual é o ponto de vista, qual é a graça de estudar tanto pra passar num concurso e ter todo o glamour e fazer o serviço sujo. Roubar usando luvas brancas também é roubar, doutor, não precisava de tanto requinte... Se a preocupação dos senhores era ganhar dinheiro, havia outros meios pra ganhar muito mais sem atrapalhar quem realmente gostaria de fazer justiça. Aliás, doutor Z., se eu pudesse, gostaria de fazer essas perguntas ao senhor e ao doutor manézinho também. Porque é claro que vocês sabem a teoria, mas "suas idéias não correspondem aos fatos"... Eu não faria essa carta chegar até o senhor hoje, não por achar que não tenho gabarito pra falar essas coisas - afinal, existem coisas que não se ensinam na faculdade, não é mesmo? -, mas porque sei que o senhor é um ser nojento e não adiantaria nada, eu só esquentaria mais ainda a minha cabeça. Mas sabe, o senhor e toda a manézada togada me deixaram a primeira lembrança escrota dessa parte imunda que eu não queria que existisse. Espero encontrá-los lá na frente...


Por PAMELLA NOGUEIRA | 21:49 | Comments:

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Terça-feira, Novembro 14, 2006

love like you've never been hurt

Debutante, one more time e pela milésima vez no ano. E não que tenha sido a melhor, é que foi a coisa mais inusitada que me aconteceu, sabe? Talvez a mais especial. Hoje eu [li-te-ral-men-te] acordei pensando, sorrindo, sentindo e tentando entender... Engraçado isso, quando tentamos bancar a cética e de repente chega alguém e joga mil estrelinhas coloridas na nossa cabeça, daí, bem assim, da noite pro dia, começamos a acreditar em tudo que estava perdido. E então o dia pode ter mil aborrecimentos, nada [NADA] tira a faceirice do peito, as bochechas até doem, o coração pára de bater uns minutos e depois acelera em demasia, mas o sorriso não vai embora. É, nada disso seria novidade se não fosse a segunda vez, do mesmo jeito e com a mesma intensidade...


Por PAMELLA NOGUEIRA | 20:00 | Comments:

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Segunda-feira, Novembro 06, 2006

em hiato criativo

Quando eu era criança, eu achava que um dia todas as lojas de eletrodomésticos fechariam, porque um dia todo mundo já teria todos os eletrodomésticos.
Quando eu era criança, eu achava que um dia a minha irmã conseguiria fazer mais aniversários que eu, e então, pelos meus cálculos, quando eu tivesse nove anos, ela já teria feito os quatro aniversários e teríamos a mesma idade.
Quando eu era criança, eu achava MESMO que o papai plantava uma sementinha na mamãe, mas como a barriga da minha mamãe estava quebrada, o meu vô pediu pro papai do céu me mandar lá longe que depois iam me buscar.
Quando eu era criança, eu gostava de ouvir música italiana com o meu padrinho e moda de viola com o vô Aurélio.
Quando eu era criança, eu fazia ballet, tinha aula de música, sabia tocar teclado, fiz apresentação de flauta no Natal e cantava todas as músicas da Arca de Noé.
Quando eu era criança, eu tinha aulas de teatro e meu primeiro papel numa peça foi o de espelho, mas, alguns anos depois, ganhei vários prêmios.
Quando eu era criança, eu achava que meu vô era médico de mosquitos.
Quando eu era criança, eu achava que casaria aos quinze anos porque era uma ótima idade pra casar, e que teria o primeiro filho aos dezoito.
Quando eu era criança, eu escolhi os nomes das minhas filhas: Mariana e Manuela.
Quando eu era criança, meu padrinho me tomava a tabuada, e eu decorava porque sabia que, se acertasse tudo, ganharia dinheirinhos pra comprar sorvete e gelinho.
Ai, quando eu era criança, tanta coisa!


Por PAMELLA NOGUEIRA | 14:09 | Comments:

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